14 Feb

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A Amazônia é um lugar fascinante, 60% dela está localizada no Brasil. Ela possui o maior conjunto de florestas tropicais do planeta, entretanto pouco conhecemos deste universo, em que apenas 10% é conhecido pela ciência. Até 1961, esta parte do território brasileiro não era conectada por estradas: o avião e o barco eram os meios de transporte que a comunicavam com o restante do território nacional. Por isso vários programas foram criados com a intenção de desenvolver esta região.

Aqui existem muitas contradições: o  tempo passou, as cidades cresceram e hoje existem lugares com milhões de habitantes como é caso de  Manaus e Belém, cidades médias como Macapá, cidades pequenas, além de comunidades ribeirinhas, onde as pessoas continuam a viver do extrativismo.

Estudos comparativos na área de arquitetura e urbanismo estão sendo realizados para melhor entender a complexidade de nossas cidades, pois existem sim problemas urbanos na Amazônia. Nas capitais, é comum a presença de assentamentos irregulares, onde casas do tipo palafita são adotadas em alguns bairros como moradias.

A relação entre as moradias nas cidades e as casas dos ribeirinhos é algo que nos ajuda a  entender como a vida urbana precisa estar em  conciliação com o meio ambiente. Recentemente, a Universidade Federal do Amapá, em parceria com o IEPA (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá), pesquisou  17 áreas alagadas  no município de Macapá, capital do Amapá. O trabalho está em fase de finalização, entretanto os questionários  indicaram  que a maioria desses moradores da capital do Amapá é de origem ribeirinha. Vieram para cidade com a expectativa de ter um trabalho fixo e acesso aos serviços públicos como saúde e escola para os filhos. Essas famílias também trazem seu modo de viver: constroem casas sobre áreas alagadas, reproduzindo uma situação comum em toda região, que na cidade transforma-se em um caos.

Nesta pesquisa, muitos moradores eram originários do município de Afuá, pertencente ao estado do Pará (vizinho do estado do Amapá), os quais relataram para os pesquisadores que a qualidade de vida que levavam anteriormente era melhor nos aspectos relacionados a sua subsistência, porém a falta de assistência médica e educação para seus filhos os faziam permanecer em Macapá.

A vida do ribeirinho afuaense é muito interessante. Do porto da cidade de Macapá até o Afuá são quatro horas e meia de barco. A viagem é uma aventura pela imensidão do  rio Amazonas, que começa pela simples tarefa de se atar uma rede, chegar na cidade e alugar um bicitáxi, pois lá não existem carros. Em um passeio caminhando ou de bicitáxi pode-se conhecer e entender como vivem os moradores, que mesmo com os sérios problemas de saneamento básico, conseguem viver em harmonia com a natureza.

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