23 jan

Planejando com a Comunidade: 13 anos de extensão na Universidade Federal do Amapá

Projeto de extensão Planejando com a Comunidade
O Projeto Planejando com a Comunidade é uma grande oportunidade para estimular pesquisa na região amazônica brasileira, em 2021 celebra 13 anos.  Foi criado e é coordenado pela professora Dra. Bianca Moro de Carvalho.
O projeto já recebeu financiamento do Ministério da Educação, além de ter sido apresentado em diversos eventos internacionais e ter sido objeto de estudo e aprimoramento na Universidade The New School, na cidade de Nova York, através da Bolsa Presidente Nestor Kirchner que contemplou sua coordenadora no ano de 2017.
O projeto consiste em criar processos participativos entre os alunos na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e as populações de áreas vulneráveis da cidade de Macapá, conhecidas, localmente, como ressacas. São realizadas pesquisas que são incorporadas às atividades de sala de aula, além de seminários realizados nas próprias comunidades selecionadas.
A partir de 2017 foi incorporada a técnica da mídia participativa que é uma forma de linguagem arquitetônica e cultural cujo o propósito é registrar as condições de habitabilidade e informalidade dos assentamentos precários da população de áreas fragilizadas e que possibilita dar voz à sua população.
Em março de 2009 o trabalho foi iniciado com primeiro grupo de alunos, utilizando a disciplina Urbanismo juntamente com a extensão. A primeira área escolhida foi o bairro Cidade Nova.

Primeira Reunião no Bairro Cidade Nova em 2009.

No de 2010, como resultado do trabalho realizado no ano anterior, o projeto foi selecionado pelo Ministério Público do Estado do Amapá, juntamente com o IEPA (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá), para a elaboração do estudo do zoneamento ecológico e econômico urbano das áreas de Macapá e Santana. Foram 6 meses de pesquisa em 23 áreas de ressacas de Macapá, que resultou no documento Zoneamento Ecológico e Urbano das Áreas de Ressacas de Macapá e Santana .

Treinamento em 2010 no IEPA.

Em 2011 o “Planejando com a Comunidade” ganhou financiamento do Ministério da Educação através do PROEXT (Programa de Extensão Universitária), possibilitando que o trabalho ganhasse outra dimensão, foram realizadas viagens, com a participação de alunos do curso de arquitetura e urbanismo pela Amazônia, buscando entender as habitações populares em um contexto regional. Também foi possível a contratação de estagiários. O final desta pesquisa está documentado no relatório do ASPAMS (Assentamentos Precários na Amazônia Setentrional), onde todas as viagens e pesquisas foram registradas. Também neste período foi criado o site www.thegreenclub.com.br, onde todas as ações desta pesquisa estão disponíveis para o público.
Em 2017 o “Planejando com a Comunidade” foi apresentado para acadêmicos, políticos e atores sociais da cidade de Nova York na Universidade The New School.  Também, como resultado desta experiência foi possível ter a participação de professores da The New School no projeto de extensão na área do Elesbão, no município de Santana, onde foi realizado o primeiro documentário sobre as ressacas, além de estudos urbanísticos, os quais foram apresentados para a prefeitura de  Santana .

Planejando com a Comunidade foi convidado a ser apresentado em março de 2017 em Nova York na The New School.

Em 2018, 2019 e 2020 foram realizados mais três documentários sobre assentamentos populares, que estão disponíveis no You Tube . O último documentário de 2020 faz parte de um projeto internacional denominado Housing Problems da Universidade de Nova York, que consiste em fazer diferentes versões, pelo mundo, do primeiro filme que retrata as classes trabalhadoras em seu ambiente de moradia. A versão amazônica tem o nome de Housing Problems Macapá, a área selecionada foi o bairro do Congós , que desde 2017 abriga os alunos deste projeto de extensão.

Pesquisa em 2017 na área do Elesbão. Assista ao documentário, basta clicar na fotografia.

As áreas escolhidas durante esses 13 anos para pesquisa tem em comum o fato de serem áreas de habitação popular, de tipo palafita e em conjuntos habitacionais.

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